{"id":1482,"date":"2016-10-24T17:31:08","date_gmt":"2016-10-24T20:31:08","guid":{"rendered":"http:\/\/gatda.com.br\/?p=1482"},"modified":"2016-10-24T17:32:42","modified_gmt":"2016-10-24T20:32:42","slug":"nossa-paciente-e-seu-depoimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/2016\/10\/24\/nossa-paciente-e-seu-depoimento\/","title":{"rendered":"Depoimento de uma de nossas pacientes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/gatda.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/marly-prazeres-desconta-a-ansiedade-comendo-muito-quando-esta-em-casa-1476210739995_v2_615x300.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1483 aligncenter\" src=\"http:\/\/gatda.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/marly-prazeres-desconta-a-ansiedade-comendo-muito-quando-esta-em-casa-1476210739995_v2_615x300.jpg\" alt=\"gatda comer emocional e compils\u00e3o alimentar tratamento\" width=\"615\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gatda.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/marly-prazeres-desconta-a-ansiedade-comendo-muito-quando-esta-em-casa-1476210739995_v2_615x300.jpg 615w, https:\/\/gatda.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/marly-prazeres-desconta-a-ansiedade-comendo-muito-quando-esta-em-casa-1476210739995_v2_615x300-300x146.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&#8220;Quando iniciei meu tratamento com a psic\u00f3loga, uma frase me marcou: buscamos na terceira, quarta ou quinta fatia o prazer que tivemos ao comer o primeiro peda\u00e7o, mas n\u00e3o vamos encontrar&#8221;, conta a especialista em marketing Marly Palmieri dos Prazeres, 59. H\u00e1 quase um ano, ela conta com a ajuda de uma terapeuta para manter o peso sob controle. Ela, que tem 1,70 m de altura, chegou a pesar 115 kg.<\/p>\n<div>&#8220;Sou ansiosa, tenho crises de depress\u00e3o, e minha rela\u00e7\u00e3o com a comida sempre foi conturbada. Ficou claro para mim que durante muito tempo usei o ato de comer como um fator de apoio. Ent\u00e3o decidi fazer uma cirurgia bari\u00e1trica e perder peso com calma. As sess\u00f5es de terapia me ajudaram a pensar melhor nas escolhas que fa\u00e7o, passei a me perguntar por que decidi comer algo&#8221;, conta.<\/div>\n<div>Para o psiquiatra Leandro Savoy, especialista em transtornos alimentares e depend\u00eancia qu\u00edmica, a emo\u00e7\u00e3o e a alimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o intimamente ligadas.<\/div>\n<div>&#8220;Se por um lado, certos alimentos podem levantar o humor e provocar uma sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar, o sofrimento ps\u00edquico pode acarretar uma alimenta\u00e7\u00e3o inadequada ou mesmo um transtorno alimentar. O estresse e a ansiedade podem fazer com que a pessoa dedique menos aten\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o, optando por alimentos com baixo valor nutricional&#8221;, afirma Savoy.<\/div>\n<div>A fala do especialista \u00e9 atestada cientificamente. Segundo estudo da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, publicado no &#8220;Journal of Health Psychology&#8221;, em junho de 2015, o consumo de gordura trans &#8211;comumente exemplificado por doces ou fast food\u2014 est\u00e1 ligado a um estado de baixa aten\u00e7\u00e3o emocional e dificuldade em controlar o humor.<\/div>\n<div>A compuls\u00e3o alimentar \u00e9 frequentemente associada a transtornos de ansiedade, de acordo com a psic\u00f3loga Val\u00e9ria Palazzo Lemos, coordenadora do GATDA (Grupo de Apoio e Tratamento dos Dist\u00farbios Alimentares e da Ansiedade), em S\u00e3o Paulo.<\/div>\n<div>&#8220;O doce funciona como um acalentador, tem apelo emocional e essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 feita desde a inf\u00e2ncia. Tamb\u00e9m existe o perfil de quem diminui o consumo de comidas em geral em um per\u00edodo de dificuldade, por\u00e9m, em ambos os casos, \u00e9 frequente o quadro de ang\u00fastia e depress\u00e3o&#8221;, fala Val\u00e9ria.<\/div>\n<div>O sucesso de uma dieta depende muito do equil\u00edbrio emocional do indiv\u00edduo, segundo a m\u00e9dica Maria Edna de Melo, diretora do Departamento de Obesidade da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia). As emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 influenciam na decis\u00e3o do que o indiv\u00edduo vai comer como tamb\u00e9m traz consequ\u00eancias fisiol\u00f3gicas.<\/div>\n<div>&#8220;Quando estamos estressados, h\u00e1 um aumento de adrenalina e isso afeta o cortisol, que age diretamente no aumento de gordura no corpo. Como esse horm\u00f4nio forma tecido adiposo, essa luta ser\u00e1 perdida se n\u00e3o houver tratamento adequado&#8221;, explica Maria Edna.<\/div>\n<div>O psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo, prop\u00f5e uma autoan\u00e1lise para que o indiv\u00edduo perceba de que maneira seu estado emocional afeta a forma como ele se alimenta.<\/div>\n<div>&#8220;Comece prestando aten\u00e7\u00e3o nos hor\u00e1rios em que come e tente identificar as emo\u00e7\u00f5es e os sentimentos que tem nesses momentos. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante perceber quais situa\u00e7\u00f5es ou adversidades vivenciadas promovem mudan\u00e7a no comportamento alimentar&#8221;, afirma Azevedo.<\/div>\n<div>Uma forma de colocar em pr\u00e1tica o conselho do psiquiatra \u00e9 anotar em uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio, durante um per\u00edodo entre cinco e sete dias, o que come, considerando o que foi ingerido tamb\u00e9m nos intervalos das refei\u00e7\u00f5es. &#8220;\u00c9 importante verificar se o que se comeu ajudou a melhorar a ansiedade e tamb\u00e9m se houve uma altera\u00e7\u00e3o qualitativa ou quantitativa, como aumento da ingest\u00e3o de doces&#8221;, diz Val\u00e9ria Palazzo.<\/div>\n<div>O recurso foi um aliado de Marly Palmieri. &#8220;Esse exerc\u00edcio me ajudou a ficar frente a frente com o problema. Como trabalho em casa, vou facilmente \u00e0 cozinha, mas agora uso o truque de beber um copo de \u00e1gua e consigo olhar para uma guloseima e dizer &#8216; d\u00e1 para esperar&#8217;.&#8221;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Quando iniciei meu tratamento com a psic\u00f3loga, uma frase me marcou: buscamos na terceira, quarta ou quinta fatia o prazer que tivemos ao comer o primeiro peda\u00e7o, mas n\u00e3o vamos encontrar&#8221;, conta a especialista em marketing Marly Palmieri dos Prazeres, 59. H\u00e1 quase um ano, ela conta com a ajuda de uma terapeuta para manter [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1483,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[95],"tags":[],"class_list":["post-1482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1482"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1482\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1485,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1482\/revisions\/1485"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gatda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}