Agarofobia – Medo relacionado a lugares e situações que possam desencadear pânico, sensação de impotência ou constrangimento

Um erro comum é acreditar que a agorafobia é somente um medo de lugares públicos ou espaços abertos. Na realidade, um diagnóstico de agorafobia é muito mais do que um medo comum. Agorafobia é um tipo específico de fobia que é grave o suficiente para limitar sua vida.

Agorafobia é um medo extremo e intenso de estar em lugares lotados ou fechados, ou lugares com outras pessoas, onde não há um caminho de fuga fácil.

Algumas pessoas param de entrar em situações ou lugares em que elas tiveram anteriormente um ataque de pânico na expectativa de que isso aconteça novamente.

 

agorafobia GATDA distúrbios da ansiedade

 

Essas pessoas têm agorafobia e normalmente evitam lugares públicos onde se sentem sem possibilidade de  fuga imediata pode ser difícil, tais como centros comerciais, transportes públicos, ou grandes arenas esportivas. Cerca de uma em cada três pessoas com transtorno do pânico desenvolve agorafobia. Seu mundo pode tornar-se menor à medida que eles estão constantemente em guarda, esperando o próximo ataque de pânico. Algumas pessoas desenvolvem uma rota fixa ou território, e pode tornar-se impossível para elas viajarem para além das suas zonas de segurança sem sofrer ansiedade grave.

Se você tem agorafobia, você irá adaptar toda a sua vida para evitar o seu medo. Você pode estar com muito medo de sair de sua casa ou zona de conforto. Além disso, você pode experimentar sintomas físicos quando confrontado com o medo ou até mesmo quando somente pensa sobre isso. Assim, a agorafobia é muitas vezes diagnosticada juntamente com transtorno do pânico.
Agorafobia também é frequentemente associada com depressão grave. E o isolamento pode causar a perda de emprego e de oportunidades para desfrutar de uma vida social. Existe o perigo de suicídio e abuso de álcool ou dependência de outras substâncias, o que muitas vezes complica o tratamento.

Quais são os sintomas da agorafobia ?

Os sintomas de agorafobia nem sempre são notados nas pessoas, porque ao evitarem as situações que eles temem, não apresentarão os sintomas físicos.
Em relação à agorafobia os sintomas são divididas em três categorias; física, cognitiva e comportamental. Abaixo está uma lista dos cinco principais sintomas de agorafobia listados sob estas três categorias:

  1. Físico: => Os dois primeiros sintomas de agorafobia que são claramente identificados, quando uma pessoa que sofre da doença está em um lugar lotado são: frequência cardíaca acelerada e dificuldade para respirar. Estes são os dois principais sintomas que resultam da ansiedade que a agorafobia causa nas pessoas. No entanto, as pessoas reagem à ansiedade de maneiras diferentes e esses dois sintomas podem não ser tão presentes quando elas estão se sentindo ansiosas, ao invés disso elas podem ficar com as mãos úmidas e começar a suar muito.
  2. Cognitivo: => Uma pessoa que sofre de agorafobia será a única pessoa que saberá se ela tem os sintomas cognitivos da doença, porque os sintomas cognitivos refletem a maneira como eles pensam.
    Os dois principais sintomas cognitivos para a agorafobia acontecem quando ela pensa que:
    – Um ataque de pânico vai fazê-la parecer estúpida ou constrangida na frente de outras pessoas
    – Um ataque de pânico vai ser fatal e elas podem não ser capazes de sobreviver a ele
    Esta maneira de pensar impede as pessoas de sair e as impedem de fazer as coisas que elas querem experimentar, mas temem que não podem fazê-lo.
  3. Comportamental: =>  quinto sintoma da agorafobia é comportamental e acontece quando uma pessoa manipula seu ambiente de tal forma que ela irá, propositadamente, evitar qualquer lugar ou situação que inclui uma multidão de pessoas. Se uma pessoa está constantemente fazendo isso, então ela provavelmente está sofrendo de agorafobia.

Uma pessoa exibindo qualquer um dos sintomas de agorafobia deve procurar descobrir qual é a causa do problema e tentar obter ajuda. Inúmeras pessoas sofrem de agorafobia, mas muitos delas não procuram ajuda, e os sintomas para a doença tendem a crescer e limitá-los cada vez mais.

Cerca de 4% dos adultos são afetados por agorafobia; nos Estados Unidos, mais de 3 milhões de pessoas, com idades compreendidas entre o final da adolescência à meia-idade, foram diagnosticadas com esta desordem, com taxas de incidência sendo duas vezes maior para as mulheres que para os homens.

Como a agorafobia interfere na vida das pessoas ?

A principal forma pela qual a agorafobia impacta a vida das pessoas é pelo aspecto  de “prisão” que a doença causa. A agorafobia mantém as pessoas incapazes de desfrutarem de eventos sociais e ter novas experiências de vida. Dependendo da intensidade da doença, algumas pessoas nunca deixam as suas casas por causa do medo e sintomas que experimentam a partir da desordem. Um dos problemas com agorafobia é que pode criar um efeito dominó com outros distúrbios e doenças, tais como a depressão, a falta de socialização, ansiedade, obesidade, e pensamentos suicidas.
Os seres humanos estão destinados a circular, socializar e trabalhar, e assim como os nossos corpos precisam de exercício para se manterem saudáveis, o cérebro das pessoas precisam disso também, e o cérebro se mantem saudável através do exercício da socialização e processamento de novos conhecimentos. Agorafobia, em certo sentido, limita uma pessoa de ter as oportunidades de que ela precisa para se manter saudável tanto física como mentalmente.

O que causa a agorafobia ?

Existem várias teorias sobre as causas da agorafobia, que vão desde biológicas e genéticas a fatores psicológicos e sociais. O mais provável, é que seja uma combinação de todos estes fatores. Alguns estudos têm indicado um problema com o sistema nervoso autônomo, o sistema que produz e regula o mecanismo de “luta ou fuga” e suas reações. Uma reação exagerada a estímulos (como uma multidão, etc.)  podem afetar a produção e reabsorção de noradrenalina, serotonina e GABA neurotransmissores cerebrais, o que pode resultar em intensa ansiedade e/ou agorafobia.
Existe também evidências de que tanto agorafobia quanto o transtorno do pânico sejam hereditários. Além disso, alguns especialistas acreditam que é um comportamento aprendido. Por exemplo: => Quando era uma criança, você pode ter testemunhado o pânico da sua mãe em um shopping lotado. Você, como um adulto, pode reagir de uma maneira semelhante, quando se depara com multidões. Os psicólogos acreditam que a ansiedade da separação experimentada durante a infância pode ressurgir quando, como adultos, nos encontramos sozinhos em um lugar desconhecido.

Que tratamentos estão disponíveis no GATDA para agorafobia?

Quando tratada, o prognóstico para a agorafobia é muito positivo. A terapia comportamental tem demonstrado ser a forma mais eficaz de tratamento de agorafobia. Durante o tratamento podemos usar técnicas como a terapia de exposição, em que você será gradualmente introduzido ao medo em um ambiente controlado. Por exemplo, você pode olhar primeiro para vídeos enfocando o seu medo. Então, você pode ser estimulado a começar a deixar sua zona de conforto (como a sua casa) por um curto período de tempo. O objetivo é que você possa, gradativamente, superar o seu medo irracional para que você possa viver uma vida sem obstáculos.
Em casos graves, a agorafobia pode ser tratada com medicamentos, tais como antidepressivos, sedativos e betabloqueadores que podem ser usados para lidar com os sintomas físicos de agorafobia ou transtorno do pânico. Antidepressivos também podem ser úteis no tratamento de agorafobia, mas levam várias semanas antes que seus benefícios tornem-se evidentes.
A terapia cognitiva também é utilizada para o tratamento de agorafobia, muitas vezes em conjunto com terapia comportamental. Ela pode ajudá-lo a reconhecer que seus medos são irracionais e que a sua reação a esses medos é um tanto irrealista e portanto desnecessária.

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